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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Os 10 Principais Tipos de Nuvens Existentes! Excelente Material, Confira!



As nuvens são das principais responsáveis pela existência da Meteorologia. Sem elas, não existiriam fenômenos como a neve, trovões e relâmpagos, arco-íris ou halos. Seria imensamente monótono olhar para o céu: apenas existiria o céu azul. Uma nuvem consiste num agregado visível de pequenas gotas de água ou cristais de gelo suspensos no ar. Umas são encontradas a altitudes muito elevadas, outras quase tocam no chão. Podem assumir formas diversas, mas são geralmente divididas em 10 tipos básicos.

Classificação de Nuvens

Apesar de os astrônomos antigos terem atribuído nomes às maiores constelações há cerca de 2000 anos, as nuvens não foram devidamente identificadas e classificadas até inícios do século XIX. O naturalista francês Lamarck (1744-1829) propôs o primeiro sistema de classificação de nuvens em 1802, não tendo o seu trabalho sido reconhecido. Um ano mais tarde, foi a vez do inglês Luke Howard apresentar um novo sistema, sendo este aceite pela comunidade científica. Em 1887, Abercromby e Hildebrandsson generalizaram o sistema de Howard, sendo este o utilizado atualmente. As nuvens aparecem assim divididas segundo as suas dimensões e altura da base:

Apesar de parecerem muitos tipos, basta notar que resultam da combinação de algumas características básicas:
  • As nuvens altas são sempre antecedidas do prefixo cirro porque apresentam sempre um aspecto ténue e fibroso;
  • As nuvens médias apresentam o prefixo alto;
  • A designação estrato entra nas nuvens de maior extensão horizontal, enquanto a designação cumulo entra nas de maior desenvolvimento vertical;
  • As nuvens capazes de produzir precipitação identificam-se com o termo nimbo.

Identificação de Nuvens

Vamos então identificar em pormenor cada um dos tipos, ilustrando com uma imagem representativa.


Cirrus

Cirrus ou cirros são nuvens filiformes que se formam na alta troposfera a 10 000 metros de altitude, numa temperatura ambiente inferior a 0 °C. São por isso constituídas por microscópicos cristais de gelo, que devido à acção dos ventos de grande altitude ficam com a aparência de novelos muito finos de cabelo branco («cirrus» em latim significa exactamente «cachos de cabelo»). Têm um aspecto delicado, sedoso ou fibroso, de cor branca brilhante.

Os cirrus estão associadas a tempo agradável e a sua direcção indica a direcção do movimento do ar a grande altitude. Formam-se em massas de ar estável, quando a humidade e a temperatura são relativamente baixas. Podem estar associados à presença de chuviscos.



Cirrocumulus

São menos vistas do que os cirrus. Aparecem como pequenos puffs, redondos e brancos. Podem surgir individualmente ou em longas fileiras. Normalmente ocupam uma grande porção de céu.

Cirro-cúmulos ou, em latim, cirrocumulus são nuvens delgadas, compostas de elementos muito pequenos em forma de grânulos e rugas. Indicam base de corrente de jato e turbulência. Com altitude de 6.000 a 10.000 metros.

Os cirrocumulus são cirrus com algum desenvolvimento vertical. São nuvens muito finas, com uma textura regular (com um efeito ondulado com a aparência de escamas de peixe) formada por elementos pequenos com a forma de pontos, retalhos ou camadas.

Formam-se em massas de ar com alguma instabilidade, quando a umidade e a temperatura são relativamente baixas. Confundem-se, por vezes, com os altocumulus mas distinguem-se deles porque têm uma massa individual menor e não têm sombras, mostrando que estão a altitudes muito elevadas. É o tipo de nuvem menos comum e forma-se geralmente a partir de cirrus ou cirrostratus.

Tipos de cirrocumulos:

  • Cirrocumulus undulatus
  • Cirrocumulus castellanus
  • Cirrocumulus floccus
  • Cirrocumulus lenticularis
  • Cirrocumulus lacunosus
  • Cirrocumulus com mammatus


Cirrostratus

Cirrostratus ou cirro-estratos são nuvens altas (entre 6000 e 10000 metros) com a aparência de um véu muito fino, esbranquiçado e transparente, de algumas centenas de metros de espessura, que pode chegar a cobrir o céu todo. Desenvolvem-se a partir dos cirrus e também são formados por cristais de gelo.

São as nuvens finas que cobrem a totalidade do céu, causando uma diminuição da visibilidade. Como a luz atravessa os cristais de gelo que as constituem, dá-se refracção, dando origem a halos e/ou sun dogs. Na aproximação de uma forte tempestade, estas nuvens surgem muito frequentemente e portanto dão uma pista para a previsão de chuva ou neve em 12 - 24h.

Formam-se em massas de ar estável, quando a umidade é baixa e a temperatura é relativamente elevada. Quando são seguidos de nuvens médias, anunciam muitas vezes, com 1 ou 2 dias de antecedência, uma tempestade que se aproxima. Por vezes são quase imperceptíveis e revelam-se apenas por um halo (fotometeoro) em volta da Lua ou do Sol, resultante da refracção da luz nos cristais de gelo.

O halo mais comum de se observar é um anel de luz a 22º da Lua ou do Sol que se deve a duas refracções consecutivas da luz ao entrar e ao sair dos cristais hexagonais de gelo com diâmetros inferiores a 20,5 mícron (o ângulo do halo depende do diâmetro dos cristais).

Tipos de nuvens Cirrostratus:

Altocumulus

Alto-cúmulos ou, em latim, altocumulus são lençóis ou camadas de nuvens brancas ou cinzentas, tendo geralmente sombras próprias. Constituem o chamado "céu encarneirado". Com altitude entre 2000 e 6000 metros.

Os Altocumulus são geralmente compostos apenas por gotículas de água e são nuvens em bandas paralelas ou em massas redondas distintas, formadas normalmente por convecção e que geralmente indicam uma frente fria que se aproxima.
Formam-se em massas de ar com alguma instabilidade, quando a humidade é moderada e a temperatura é relativamente alta. Parecem-se com Stratocumulus mas estão a maior altitude e têm células menores (com larguras entre 1º e 5º). O facto de se verem algumas sombras nelas mostra que elas não são, no entanto, nuvens altas (altitude > 6000m). Em manhãs húmidas e quentes de verão são normalmente um indício de trovoada durante o dia.
São nuvens médias que são compostas na sua maioria por gotículas de água e quase nunca ultrapassam o 1 km de espessura. Têm a forma de pequenos tufos de algodão e distinguem-se dos cirrocumulus porque normalmente apresentam um dos lados da nuvem mais escuro que o outro.

Tipos de nuvens Altocumulus:

Altostratus

São muito semelhantes aos cirrostratus, sendo muito mais espessas e com a base numa altitude mais baixa. Cobrem em geral a totalidade do céu quando estão presentes. O Sol fica muito ténue e não se formam halos como nos cirrostratus. Uma outra forma de os distinguir é olhar para o chão e procurar por sombras. Se existirem, então as nuvens não podem ser altostratus porque a luz que as consegue atravessar não é suficiente para produzir sombras. Se produzirem precipitação podem originar nimbostratus.

Alto-estratos ou, em latim, altostratus são camadas cinzentas ou azuladas, muitas vezes associadas a Altocumulus; compostas de gotículas superesfriadas e cristais de gelo; não formam halo, encobrem o sol; precipitação leve e contínua.

Os altostratus são nuvens compostas por gotículas de água e, às vezes, por cristais de gelo. Formam camadas cinzentas ou azuladas e monótonas, como um véu ou lençol fibroso estendido sobre uma área imensa, muitas vezes obscurecendo o Sol ou a Lua. Em algumas partes podem ser tão finas que o Sol se vê como através de um vidro fosco. Mas não se observam halos (como nos cirrostratus).

Formam-se em massas de ar estável, quando a umidade é moderada e a temperatura é relativamente alta. Anunciam frequentemente a chegada de uma frente quente e podem ser acompanhadas de alguns chuviscos ou queda de neve.

Por vezes, as nuvens cirrostratus mais grossas são tomadas por altostratus. Mas os cirrostratus são em geral suficientemente translúcidos para permitem a penetração da luz do Sol ou da Lua. E os altostratus não produzem o efeito de halo, observado nos cirrostratus.


Nimbostratus

Nuvens baixas, escuras. Estão associados aos períodos de chuva contínua (de intensidade fraca a moderada). Podem ser confundidos com altostratus mais grossos, mas os nimbostratus são em geral de um cinzento mais escuro e normalmente nunca se vê o Sol através deles.


Nimbo-estratos ou, em latim, nimbostratus são nuvens com aspecto amorfo, base difusa e baixa, muito espessa, escura ou cinzenta; produz precipitação intermitente e mais ou menos intensa.
São nuvens densas com a forma de camadas cinzentas, normalmente escuras e ocultando totalmente o Sol, acompanhadas de precipitação (nimbus em latim significa «chuva»).


Formam-se em massas de ar com alguma instabilidade, quando a humidade é moderada ou alta e a temperatura é relativamente elevada, e estão normalmente associadas a frentes quentes ou oclusas. A evaporação da água da chuva torna normalmente a visibilidade baixa, podendo-se formar uma camada inferior de nuvens ou de nevoeiro por debaixo dos nimbostratus, se o ar ficar saturado.



Stratocumulus

Estrato-cúmulos ou, em latim stratocumulus, são nuvens baixas (2000 m de altitude) com massas arredondadas e cilíndricas com o topo e a base relativamente planos (entremeadas de partes em que o céu é visível). Podem ser brancas ou acinzentadas, dependendo do tamanho das gotículas de água e da quantidade de luz solar que as atravessa. Quando em vôo, há turbulência dentro da nuvem. Formam-se em massas de ar com alguma instabilidade, quando a umidade é moderada e a temperatura é relativamente baixa, e podem eventualmente ser acompanhadas por alguma precipitação de fraca intensidade. São formadas por mosaicos de bandas paralelas ou massas redondas, geralmente com mais de 5º de largura aparente. Os Stratocumulus correspondem a uma situação estável fora da nuvem (característica dos stratus) e instável dentro da mesma (característica dos cumulus). Formam-se por vezes à tardinha a partir de cumulus, quando o movimento convectivo pára.

Nuvens baixas que aparecem em filas, ou agrupadas noutras formas. Normalmente consegue ver-se céu azul nos espaços entre elas. Produzem-se frequentemente a partir de um cumulus muito maior por altura do pôr-do-sol. Diferem dos altocumulus porque a sua base é muito mais baixa e são bastante maiores em dimensão. Raramente provocam precipitação, mas podem eventualmente provocar aguaceiros no Inverno se se desenvolverem verticalmente em nuvens maiores e os seus topos atingirem uma temperatura de -5ºC.

Tipos de nuvens Stratocumulus:

Stratus

Stratus ou estratos são nuvens muito baixas (1000 a 2000m) de aspecto estratificado que cobrem largas faixas horizontais do céu, como um tapete com uma cor cinzenta mais ou menos uniforme. Por vezes estão na superfície como um nevoeiro. Quando se apresentam fracionadas são chamadas fractostratus (FS).

«Stratu» em latim significa «camada» ou «estrato». Formam-se sobretudo na baixa troposfera, em ar estável, e estão associadas a precipitação fraca ou moderada. Desde que a temperatura ambiente não seja demasiado baixa, são compostos por gotículas de água.

Formam uma camada inteiramente cinzenta com uma base bastante uniforme da qual pode cair uma chuva miudinha ou grãos de neve (por vezes, cai precipitação mais forte que se deve à existência de outras nuvens por cima da camada de stratus.) Parece um nevoeiro que não chega ao solo e, de facto, surge por vezes quando o nevoeiro «levanta». Se o Sol é visível, o seu contorno está bem definido, podendo observar-se um halo em sua volta (ver cirrostratus) se as temperaturas forem suficientemente baixas.

Nimbostratus (visto que estes originam precipitação fraca a moderada). Além disso, os stratus apresentam uma base mais uniforme. Estas nuvens não devem ser confundidas com altostratus visto que não deixam passar a luz direta do Sol.




Cumulus

Os cúmulos ou, do latim, cumulus, são nuvens de contornos nítidos, com base aplainada e bem definidas, formadas em baixas altitudes. Tipicamente, surgem a partir de correntes de convecção, que leva a umidade da superfície para regiões mais altas da atmosfera, onde formam-se gotículas de água que condensam-se. Apresentam-se sob os mais diversos tamanhos, desde pequenos fragmentos esfarrapados, cumulus fractus, a nuvens maiores com forma bem definida, cumulus humilis e cumulus mediocris, atingindo até um importante desenvolvimento vertical, cumulus congestus que, por sua vez, pode se transformar em um cumulonimbus.

Outros tipos de nuvens podem apresentar formatos cumuliformes similares às nuvens cúmulos, em diversos níveis de altitude, como os estrato-cúmulos em atitudes médias e os cirro-cúmulos em grandes altitudes. Nuvens com formatos de cúmulos foram detectados também em outros planetas do Sistema Solar, geralmente associados a correntes convectivas ascendentes.

São as nuvens mais vulgares de todas e aparecem com uma grande variedade de formas, sendo a mais vulgar a de um bocado de algodão. A base pode ir desde o branco até ao cinzento claro e pode localizar-se a partir dos 1000m de altitude (em dias úmidos). O topo da nuvem delimita o limite da corrente ascendente que lhe deu origem e habitualmente nunca atinge altitudes muito elevadas. Surgem bastante isoladas, distinguindo-se assim dos stratocumulus. Além disso, os cumulus têm um topo mais arredondado. Estas nuvens são normalmente chamadas cumulus de bom tempo, porque surgem associadas a dias soalheiros.

Tipos de Cumulus:

cumulis humilis, mediocris, congestus, e fractus. Estas espécies podem ser organizadas de acordo com a variedade, cumulus radiatus; ou podem ser acompanhadas com outras características, cumulus pileus, velum, virga, praecipitatio,arcus, pannus, e tuba.


Cumulonimbus

Um cúmulo-nimbo ou, em latim cumulonimbus, é um tipo de nuvem caracterizada por um grande desenvolvimento vertical. Tipicamente, surge a partir do desenvolvimento de cúmulos que, por ação de ventos convectivos ascendentes, ganham massa e volume e passam a ser cumulus congestus e, no auge de sua evolução, torna-se um cúmulo-nimbo, quando atingem mais de quinze quilômetros de altura. Uma de suas principais características é o formato de bigorna que forma-se em seu topo, resultado dos ventos da alta troposfera. Tipicamente produzem muita chuva, principalmente durante os meses mais quentes do ano. Nuvens isoladas possuem ciclo de vida médio de uma hora. Classificam-se em dois tipos principais, cuja diferença é o seu formato superior, enquanto que características peculiares ganham denominações especiais.

Este tipo de nuvem frequentemente associa-se a eventos meteorológicos extremos, como a ocorrência de tempestades com muitos raios e chuva volumosa, além de granizo e neve. Podem ocorrer isoladas, em conjunto (formando multicélulas) ou associadas à frentes. Um cúmulo-nimbo, ao atingir o extremo de seu desenvolvimento, forma uma supercélula que, por sua vez, é responsável por eventos extremos, como fortes chuvas de granizo, muitos raios e tornados.

São nuvens de tempestade, onde os fenômenos atmosféricos mais interessantes têm lugar (trovoadas, aguaceiros, granizo e até tornados). Estendem-se desde os 600m até à tropopausa (12 000 m). Ocorrem isoladamente ou em grupos. A energia libertada na condensação das gotas resulta em fortes correntes no interior da nuvem (ascendentes e descendentes). Na zona do topo, existem ventos fortes que podem originar a forma de uma bigorna.

Tipos de Cumulusnimbus:

Cumulonimbus calvus
Cumulonimbus capillatus
Cumulonimbus incus
Cumulonimbus virga
Cumulonimbus praecipitatio
Cumulonimbus arcus
Cumulonimbus tuba
Cumulonimbus pileus
Cumulonimbus pannus
Cumulonimbus velum

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. vevemundo18 de dezembro de 2016 18:36
    Bacana! Uma dúvida, alguma nuvem tem densidade firme onde algum pássaro consegue pousar?

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